A Guarda Revolucionária do Irã disparou míssil balístico contra a Base Aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, um dos principais polos militares dos Estados Unidos na região, nesta quarta-feira, 29 de julho. A defesa aérea jordaniana interceptou cinco mísseis, sem baixa ou dano imediato relatado, segundo o Baltimore Sun.
Irã também atinge petroleiro no Estreito de Ormuz.
A Guarda Revolucionária também atacou três petroleiros no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo, segundo a Al Jazeera.
EUA e Arábia Saudita respondem no Iraque.
Forças americanas e sauditas conduziram ataque aéreo conjunto contra milícia apoiada pelo Irã no leste do Iraque, matando ao menos 20 membros das Forças de Mobilização Popular e ferindo outros 32 — seis assessores iranianos também morreram no ataque, segundo relato da própria milícia citado pela Baltimore Sun.
Primeira ação militar desde a pausa de uma semana atrás.
O ataque marca a primeira ação militar de grande porte dos Estados Unidos desde que o presidente Trump suspendeu a campanha intensa de bombardeio contra o Irã em 22 de julho, segundo a Al Jazeera.
Trump promete resposta dura.
Trump, que recebia o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na Casa Branca no momento do ataque, disse à Fox News que vai "acertar eles com força" em resposta, segundo a Al Jazeera.
Iraque condena ataque à própria soberania.
A presidência do Iraque classificou o ataque conjunto de EUA e Arábia Saudita em território iraquiano como "inaceitável" e rejeitou qualquer uso do próprio território para conflito regional — o Conselho de Segurança Nacional do Iraque chamou a ação de "violação flagrante da soberania do Iraque", segundo a Baltimore Sun.
Arábia Saudita diz não buscar escalada.
O Ministério da Defesa saudita afirmou que o reino "não busca escalada, mas vai responder a qualquer agressão", segundo o Baltimore Sun.
Preço do petróleo dispara.
O preço do petróleo bruto saltou mais de 7% em meio à preocupação com o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz e possível interrupção no fornecimento global de energia, segundo o Baltimore Sun.
Por que isso importa para o brasileiro nos EUA?
Para o brasileiro que mora nos Estados Unidos, a escalada repentina entre Irã e forças americanas pode pressionar de novo o preço do combustível e de produtos que dependem de transporte marítimo — vale acompanhar o desenrolar do conflito nos próximos dias, já que a situação segue extremamente instável.
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