O Departamento de Segurança Interna (DHS) adquiriu uma frota de dois jatos Gulfstream 550 e seis Boeing 737-700, ao custo de US$ 140 milhões, para criar a própria companhia aérea de deportação, segundo a Bloomberg. A compra representa mudança significativa em relação à prática tradicional do órgão, que sempre dependeu de voo fretado e aeronave militar para conduzir deportação.
Busca por contratante até 22 de julho
O DHS abriu processo de busca por contratante privado para operar os voos, com prazo até 22 de julho para interessado responder à primeira chamada, segundo a NOTUS, veículo especializado em cobertura do Capitólio. O contratante aprovado precisa fornecer piloto treinado, comissário de bordo e, quando necessário, enfermeiro de voo e segurança adicional.
Operação prevista para funcionar sem parar
A frota vai atender operação de remoção, evacuação médica e deslocamento de autoridade sênior, com destino tanto doméstico quanto internacional — incluindo local descrito como "ambiente remoto, primitivo ou hostil". O contratante precisa realizar operação a qualquer hora do dia, 365 dias por ano, incluindo missão de curtíssimo prazo, segundo a NOTUS.
Parte de investimento maior
A compra da frota segue os US$ 464,5 milhões que o governo já havia destinado ao DHS neste ano para adquirir aeronave adicional voltada a ampliar a capacidade de deportação em massa, segundo a NOTUS.
Um plano que só veio a público recentemente
A compra da frota só se tornou pública recentemente, através de documento do Escritório de Administração e Orçamento (OMB) divulgado no fim de março, segundo a NOTUS.
Autonomia total para o governo
Com frota própria, o DHS ganha autonomia total sobre a própria logística de deportação, sem depender de voo fretado operado por terceiro independente — mudança estrutural na forma como o governo conduz a remoção de imigrante dos Estados Unidos, segundo a Bloomberg.
O que isso significa para a comunidade imigrante
Para quem acompanha a política migratória do país, a criação de uma companhia aérea dedicada exclusivamente à deportação, operando ininterruptamente, sinaliza intenção clara do governo de expandir e agilizar ainda mais a capacidade de remoção nos próximos anos.
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