O prefeito de Denver, Mike Johnston, apresentou no dia 9 de julho um pacote de US$ 100 milhões para gerar 10 mil empregos na cidade ao longo dos próximos três anos. O plano, batizado de Denver Jobs Agenda, junta quatro programas: um para quem quer abrir empresa, um de empréstimos a pequenos negócios que já existem, um de incentivos para atrair companhias ao centro e um de treinamento profissional gratuito.
O anúncio foi feito na rede de restaurantes Snooze A.M. Eatery, escolhida como exemplo de negócio local que cresceu com apoio da cidade. Para o brasileiro que toca um pequeno negócio em Denver ou procura recolocação, os detalhes de cada programa dizem se vale a pena bater na porta da prefeitura.
O que são os quatro programas ?
O Build Denver reserva US$ 10,5 milhões em empréstimos de juros baixos e apoio a pequenos negócios já em operação. É a frente mais direta para quem tem restaurante, serviço de limpeza, construção ou loja e precisa de capital para crescer ou atravessar um aperto de caixa.
O Launch Denver destina US$ 6 milhões a quem está começando. Numa parceria entre a Universidade do Colorado em Denver (CU Denver) e o escritório de desenvolvimento econômico da cidade, o programa quer dar ferramentas e suporte a startups e novos empreendedores.
O Work Denver é a maior fatia: US$ 45 milhões para treinamento profissional. A cidade diz que vai concentrar os cursos em setores em crescimento, como aeroespacial, cibersegurança, tecnologia quântica e construção verde. Denver já mantém três centros de desenvolvimento de mão de obra que atendem cerca de 20 mil pessoas por ano.
O Open Denver reserva US$ 40 milhões em incentivos, autorizados pela autoridade de desenvolvimento do centro (DDDA), para atrair empresas e ocupar escritórios vazios no downtown. É a frente mais voltada a grandes companhias, mas é dela que a prefeitura espera a maior parte dos empregos novos.
De onde vem o dinheiro.
Segundo a prefeitura, quase nada do custo sai do fundo geral do orçamento municipal. Johnston disse a jornalistas que o valor efetivo bancado diretamente pela cidade fica em torno de US$ 1 milhão ou menos; o restante vem de parceiros estaduais e federais e da autoridade de desenvolvimento do centro. A cidade também cita parcerias com sócios estaduais e federais para sustentar as metas.
"Queremos que o mundo saiba que Denver está aberta para negócios", afirmou Johnston no lançamento. O prefeito classificou o plano como "incrivelmente importante, urgente e ambicioso".
Por que a cidade está fazendo isso agora ?
Denver tem desemprego de 3,6%, abaixo da taxa nacional de 4,2%, segundo dados citados no anúncio. O problema está no centro: a vacância de escritórios no downtown beira os 40%, e a prefeitura quer trazer empregos e gente de volta às torres esvaziadas desde a pandemia.
A corporação de desenvolvimento econômico de Denver afirma acompanhar 52 empresas interessadas em se instalar na cidade, um conjunto que poderia render mais de 12 mil vagas. O plano da prefeitura aposta que os incentivos convertam parte desse interesse em empregos de fato.
O que o brazuca deve observar
Para o imigrante brasileiro, as frentes mais úteis no curto prazo são o Build Denver, com empréstimos de juros baixos para negócios em operação, e o Work Denver, com cursos gratuitos — a construção verde, um dos setores citados, emprega muitos brasileiros na região. Quem está começando pode olhar o Launch Denver.
A prefeitura ainda vai detalhar como cada programa recebe inscrições. Vale acompanhar os canais do escritório de desenvolvimento econômico da cidade e confirmar prazos e critérios antes de se planejar, já que os valores e regras podem mudar conforme os programas entram em funcionamento.
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