A área metropolitana de Seattle-Tacoma ficou na 8ª pior posição dos Estados Unidos em poluição por partículas de curto prazo, segundo o relatório anual "State of the Air", divulgado pela American Lung Association. O condado de Snohomish, o pior da região nesse quesito, registrou nota F, com uma média de 11,3 dias por ano de ar considerado insalubre.
A piora ano a ano
A posição de Seattle-Tacoma piorou em relação ao relatório anterior, quando a região aparecia na 9ª posição, com 12,3 dias de ar insalubre por ano — também nota F, segundo a KOMO News. A associação atribui a piora, em grande parte, à intensificação dos episódios de fumaça de incêndio florestal no noroeste do país e no oeste do Canadá.
Ozônio e poluição anual continuam sob controle
Nem todos os indicadores pioraram: a região ficou apenas na 64ª pior posição nacional em poluição por ozônio, com o condado de King registrando 4,3 dias insalubres por ano, e na 75ª posição em poluição por partícula ao longo de todo o ano — este último, inclusive, dentro do padrão federal aceitável. Ou seja, o problema de Seattle-Tacoma é concentrado nos episódios pontuais de fumaça, não na poluição crônica do dia a dia.
Quem é mais afetado
Cerca de 1.049.523 crianças no estado de Washington respiram ar considerado insalubre segundo os critérios do relatório, de acordo com a American Lung Association. Grupos como crianças, idosos e pessoas com asma ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) enfrentam maior risco de complicação respiratória, cardíaca e até de derrame durante episódios de fumaça intensa, segundo a mesma fonte.
O que a associação pede
Carrie Nyssen, diretora sênior de advocacy da American Lung Association, afirmou que "o ar limpo é essencial para a saúde e o bem-estar das famílias", defendendo que toda criança merece respirar ar sem poluição — e alertando que cortes recentes em regras federais de proteção ambiental ameaçam o progresso já conquistado no estado de Washington.
O que isso significa para quem mora na região
Para o brasileiro que mora em Seattle ou arredores, o retrato é claro: o ar da região continua bom na maior parte do ano, mas piora de forma abrupta durante a temporada de incêndios florestais, tipicamente entre o fim do verão e o início do outono. Acompanhar alertas de fumaça e qualidade do ar — pelo site da agência AirNow ou do Departamento de Ecologia do estado — ajuda a decidir quando reduzir atividade ao ar livre, especialmente para quem tem criança pequena ou pessoa idosa em casa.
Comentários
Faça login para comentar
EntrarSeja o primeiro a comentar!