As duas quartas de final de sábado foram para a prorrogação, e as duas terminaram com o mesmo roteiro: quem parecia travado achou o gol no fim. A Inglaterra venceu a Noruega por 2 a 1 no Hard Rock Stadium, em Miami, e a Argentina bateu a Suíça por 3 a 1 no Arrowhead Stadium, em Kansas City. Agora elas se enfrentam na semifinal.
Inglaterra 2 x 1 Noruega.
A Noruega abriu o placar aos 36 minutos, com Andreas Schjelderup, num cruzamento que virou chute e passou por cima de Jordan Pickford.
Jude Bellingham empatou nos acréscimos do primeiro tempo, aos 45+2, depois de rolada de Anthony Gordon. E foi ele mesmo quem resolveu aos 93, já na prorrogação, aproveitando o rebote que o goleiro Ørjan Nyland deu em chute de Morgan Rogers. São seis gols de Bellingham no torneio — artilheiro da Inglaterra na Copa.
A Noruega ainda teve um gol anulado: Torbjørn Heggem marcou de escanteio, mas o VAR flagrou falta de Erling Haaland em Elliot Anderson antes da cobrança. Haaland, que eliminou o Brasil sozinho nas oitavas, deu apenas duas finalizações em 105 minutos e viu terminar sua sequência de gols em jogos consecutivos.
Houve polêmica: um tiro de meta pode ter batido no cabo de uma câmera aérea antes de sobrar para Anderson na jogada do empate. A FIFA afirmou não haver evidência de que a trajetória da bola tenha sido alterada.
O técnico Thomas Tuchel não escondeu o alívio: "Nós tornamos a vida muito, muito difícil para nós mesmos hoje." E admitiu que o time teve sorte.
Argentina 3 x 1 Suíça.
Alexis Mac Allister abriu o placar logo aos 10 minutos, de cabeça, em escanteio cobrado por Messi. A Suíça empatou aos 67, com Dan Ndoye, numa finalização em curva de ângulo fechado.
O jogo virou aos 72, e de um jeito raro: Breel Embolo foi expulso depois que o VAR corrigiu um caso de identidade trocada. O árbitro havia dado cartão amarelo ao argentino Leandro Paredes; o vídeo mostrou que Embolo caiu antes do contato, e o amarelo — o segundo dele — mudou de dono.
Com um a mais, a Argentina passou a mandar: a posse saltou de 54% para 76% depois do vermelho.
Mesmo assim, o gol só veio aos 112, num chutaço de Julián Álvarez de fora da área. Lautaro Martínez fechou aos 120+1, em contra-ataque.
O detalhe que a Argentina não vai comemorar: Messi, aos 39 anos, deu a assistência do primeiro gol, mas não marcou pela primeira vez em dez jogos. Ele segue com 8 gols na Copa, empatado na artilharia. E a defesa preocupa — são 5 gols sofridos nos últimos três jogos, contra apenas 1 em toda a fase de grupos.
"Não gostamos de sofrer gols e definitivamente precisamos estar um pouco mais focados", disse Lisandro Martínez.
As semifinais
- Espanha x França — terça-feira, 14 de julho, às 15h (horário do Leste), no AT&T Stadium, em Arlington, região de Dallas.
- Inglaterra x Argentina — quarta-feira, 15 de julho, às 15h, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta.
Para quem está em Denver, os jogos começam às 13h. Em Seattle, às 12h.
A final é em 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A disputa de terceiro lugar é no dia 18, em Miami.
Um dado raro fecha o quadro: é a primeira vez desde 1992 que as quatro seleções mais bem ranqueadas pela FIFA chegam juntas à semifinal.
Espanha x França: o retrospecto
São 38 confrontos na história — 18 vitórias espanholas, 13 francesas e 7 empates. O último encontro em Copa foi nas oitavas de 2006, com 3 a 1 para a França. Nos jogos recentes, porém, a Espanha levou: 2 a 1 na semifinal da Eurocopa de 2024 e 5 a 4 na semifinal da Liga das Nações de 2025.
O supercomputador da Opta projeta 42,1% de vitória francesa no tempo normal, contra 31,8% da Espanha, com 26,1% de chance de prorrogação. Para o título, dá 34,05% à França e 23,45% à Espanha.
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