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Beulah perdeu 193 casas para o Aspen Acres — e a chuva que todos esperavam rendeu menos de 3 milímetros

O balanço desta quarta elevou a destruição do 7º maior incêndio da história do Colorado: 192 estruturas residenciais destruídas em Pueblo (avaliação 67% concluída) e 83 em Custer — cerca de 2% de todas as casas do condado. A precipitação de quarta não 'molhou' o fogo, que chegou a 96 mil acres, e o retorno dos desalojados será escoltado, com cartão de identificação obrigatório.

Redação Brazuca News 08 de July de 2026, 22:44 2 visualizações
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Beulah perdeu 193 casas para o Aspen Acres — e a chuva que todos esperavam rendeu menos de 3 milímetros
Foto: Engin Akyurt / Pexels License

O vilarejo de Beulah, encravado nas Wet Mountains do condado de Pueblo, colocou número na sua tragédia nesta quarta-feira (8): 193 residências principais queimaram só ali, anunciou Bryan Ware, chefe do distrito local de bombeiros. No condado como um todo, são 192 estruturas residenciais confirmadas como destruídas — com a avaliação de danos apenas 67% concluída, ou seja, o número ainda vai subir. No vizinho condado de Custer, 83 casas viraram cinzas: cerca de 2% de todas as residências do condado.

“Este é um evento sem precedentes para a nossa comunidade, diferente de tudo que vivemos em mais de um século, desde a enchente devastadora de 1921”, resumiu o xerife de Pueblo, Dave Lucero. Seu gabinete divulgou um vídeo de drone de 8 minutos sobrevoando Beulah — um mosaico de destruição, com casas intactas ao lado de terrenos arrasados — “num esforço de manter transparência total” com os moradores que ainda não podem voltar.

A chuva que veio — e não apagou nada

A umidade da monção, aguardada como virada de jogo, decepcionou: a precipitação de quarta rendeu apenas 0,05 a 0,10 polegada (cerca de 1 a 3 milímetros) sobre o fogo — insuficiente para uma “wetting rain” capaz de ajudar a contenção de verdade. Pior: na terça, ventos de sudeste empurraram o incêndio por mais 2.000 acres. O Aspen Acres chegou à manhã de quarta com 96.031 acres e 16% de contenção, combatido por mais de 1.670 profissionais em turnos de 16 horas — parte deles derrubando árvores com raízes queimadas antes de qualquer liberação de retorno.

A volta para casa será por etapas — e com cartão

Para os milhares de desalojados, o caminho de volta tem regras: morador autorizado precisará do cartão de identificação emitido pelo Disaster Assistance Center (que exige prova de residência — mais um motivo para manter documentos como contas e contrato em lugar seguro e acessível), e as áreas repovoadas ficam em status de pré-evacuação, prontas para esvaziar de novo se o fogo virar. O xerife agenda visitas escoltadas às propriedades, mas admite não saber quando o retorno definitivo será possível. “Todos no Beulah Fire querem nossa comunidade em casa. Sentimos sua falta. Amamos vocês”, escreveu o chefe Ware em nota aos moradores.

As lições que descem a montanha

Para quem mora na região metropolitana, a tragédia de Beulah tem três recados práticos. Primeiro, o seguro residencial: a lei estadual em vigor desde 1º de julho obriga as seguradoras a revelar o score de risco de incêndio e a dar desconto por mitigação — o caso mostra por que vale usar esses direitos agora, não na renovação que vem. Segundo, a prova de residência: em desastre, quem não consegue provar onde mora não passa do bloqueio; contas no seu nome valem ouro. Terceiro, o mapa: a interface floresta-cidade — dos foothills de Jefferson County a Evergreen — embute um risco que o preço do aluguel não mostra.

O que vem: novo alerta de enxurrada sobre a cicatriz da queimada nesta quinta à tarde — chuva que não apaga o fogo, mas desce a encosta queimada como torrente — e, na sequência, a previsão de calor prolongado no metrô de Denver de sábado a terça, possivelmente com o primeiro dia de 100°F do ano. O verão do fogo ainda não deu trégua.

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