A Microsoft publicou em agosto sua leva mensal de correções de segurança, cobrindo 421 vulnerabilidades em Windows, Office, SharePoint, Exchange Server, Azure e outros produtos. É um volume grande até para o padrão da empresa.
A Apple, por sua vez, corrigiu uma falha crítica no compartilhamento de tela do macOS que permitia a um atacante na mesma rede se autenticar sem credencial válida.
Por que instalar hoje, não depois
A resposta está num terceiro caso da mesma semana: uma falha crítica no SAP Commerce Cloud começou a ser explorada por criminosos três dias depois de ter sido divulgada publicamente.
Esse é o padrão atual. A divulgação da falha é o sinal de largada para quem quer explorá-la, porque a partir dali o atacante sabe exatamente onde bater. Quem adia a atualização por semanas fica exposto justamente na janela de maior risco.
Não é só empresa que apanha
A semana também trouxe vazamentos de grande porte. A plataforma de saúde MyDr, da Polônia, teve dados de quase 19 milhões de cidadãos comprometidos. A Levi Strauss confirmou ataque em que criminosos usaram engenharia social — conversa enganosa com funcionário — para comprometer três aparelhos e roubar informação corporativa.
O detalhe importante do caso da Levi's é o método: não houve invasão sofisticada de sistema, e sim alguém convencido a dar acesso. É a mesma técnica usada contra pessoas comuns todos os dias.
O que fazer em dez minutos
No celular e no computador: entrar nas configurações e instalar as atualizações pendentes do sistema, não só dos aplicativos. Reiniciar quando o aparelho pedir — sem isso, boa parte das correções não entra em vigor.
Ligar a verificação em duas etapas nas contas de e-mail e banco. Se a conta de e-mail cai, cai tudo que usa aquele e-mail para recuperar senha.
E a regra que resolve a maioria dos casos: nenhuma empresa e nenhum órgão de governo resolve pendência urgente por link recebido em mensagem. Diante de qualquer cobrança com pressa, a verificação se faz pelo canal oficial, digitado por você no navegador.
Por que isso pesa mais para o imigrante
O celular da família concentra foto de passaporte, comprovante de pagamento, conversa com advogado e acesso ao banco. Perder o controle desse aparelho costuma custar muito mais do que o preço do telefone — e, em quem tem processo migratório em andamento, pode significar perder documentação que levou meses para reunir.
Guardar cópia dos documentos importantes em serviço de nuvem com senha forte e verificação em duas etapas resolve boa parte do problema.
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