O carioca Miguel Gandelman ganhou o Emmy de Melhor Direção Musical pelo show de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl LX. O prêmio saiu no sábado, 5 de setembro, na primeira noite dos Creative Arts Emmy Awards, no Peacock Theater, em Los Angeles.
Gandelman assina a direção musical da apresentação, produzida por Roc Nation, Rimas, Jesse Collins Entertainment e DPS, e transmitida pela NBC. Ele é o terceiro profissional a vencer a categoria por um show de intervalo de Super Bowl, depois de Adam Blackstone, pelo Super Bowl LVI, e da dupla Kendrick Lamar e Tony Russell, pelo LIX.
No palco, ele contou a parte menos glamourosa do trabalho. "A parte mais difícil para mim foi alcançar o Benito em turnê. Eu tinha que gravar a banda, então tive que ir à Colômbia. "Tive que ir ao Chile", disse.
Do Rio a Nova Jersey.
Gandelman nasceu no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1983, filho do saxofonista Leo Gandelman. Aos 14 anos, mudou-se com a família para Nova Jersey, estudou na Millburn High School e depois na Berklee College of Music, em Boston.
Morou em Nova York e, desde 2010, vive em Los Angeles, onde integrou a banda do programa "The Tonight Show", de Jay Leno. Ao longo da carreira, tocou com Prince, Stevie Wonder, Whitney Houston, Aretha Franklin, Christina Aguilera e Alicia Keys. Segundo a Rolling Stone Brasil, que credita a informação ao Dicionário MPB, foi o último saxofonista a tocar com Michael Jackson, nos ensaios da turnê "This Is It".
Em fevereiro, logo depois da apresentação, ele resumiu o que enxergava no convite. "Foi uma grande honra atuar como diretor musical do fenomenal Benito Ocasio no Super Bowl LX." "A música é uma linguagem universal de expressão humana, uma ferramenta íntima, emocional e social que reflete a identidade pessoal, as experiências e os significados culturais", disse.
O halftime mais premiado da história.
O show levou sete Emmys na noite, entre eles direção musical, coreografia, design de iluminação e mixagem de som. É mais do que qualquer apresentação de intervalo de Super Bowl já conquistou. O recorde anterior era do show do Super Bowl LVI, com Dr. Dre, Snoop Dogg, Mary J. Blige, Eminem, Kendrick Lamar e 50 Cent, que tinha três.
A lista de vitórias, segundo a Billboard, inclui especial de variedades ao vivo, direção musical, direção de especial de variedades, mixagem de som, coreografia, design de iluminação e direção técnica com câmera. A Variety registra design de produção no lugar de direção de especial. As duas publicações concordam no total de sete e na direção musical de Gandelman.
A apresentação também se tornou o primeiro programa em língua espanhola a vencer Melhor Especial de Variedades ao Vivo. Bad Bunny ganhou como intérprete principal e como produtor seu primeiro Primetime Emmy.
O show foi ao ar em 8 de fevereiro de 2026, no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia, e chegou à premiação com nove indicações. Converteu sete.
Por que isso importa aqui?
O prêmio vem sete meses depois de Bad Bunny se tornar o primeiro artista a vencer Álbum do Ano no Grammy com um disco em espanhol, o "DeBÍ TiRAR MáS FOToS". Os dois marcos, juntos, dizem a mesma coisa: a produção cultural latina deixou de ocupar a prateleira de nicho na indústria americana.
E, no meio dessa virada, está a assinatura de um brasileiro que chegou aos Estados Unidos adolescente, passou pela escola pública americana e hoje comanda a música do maior palco da televisão do país.
Onde confirmar?
- Bad Bunny, 'Super Bowl Halftime Show', 'Muppets' e 'Traitors' vencem a Noite 1 do Creative Arts Emmy Awards · Variety · 05/09/2026.
- Here Are All the Winners in the 7 Music Categories at the 2026 Primetime Emmys · Billboard · 07/09/2026
- Bad Bunny ganha primeiro Primetime Emmy por show do intervalo do Super Bowl de 2026 · Billboard · 07/09/2026
- Brasileiro Miguel Gandelman ganha Emmy pela direção musical do show de Bad Bunny no Super Bowl · Rolling Stone Brasil · 06/09/2026
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